quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Oposição boliviana só fecha acordo se governo rever nova Constituição

Da Agência Brasil


Brasília - A oposição boliviana condicionou um acordo com o governo a mudanças na nova Constituição, aprovada ano passado sem a presença dos oposicionistas, de acordo com Informações da BBC Brasil. O senador do principal partido de oposição na Bolívia, o Podemos, Wálter Guiteras, afirmou que o governo quer discutir apenas o capítulo das autonomias e a oposição quer rever outros nove pontos que consideram “essenciais”. “Não é suficiente, como o governo pretende, discutir apenas o capítulo das autonomias”, disse Guiteras.

Essa nova exigência da oposição surgiu hoje (25) logo depois do reinício das negociações entre oposição e governo, suspensas na segunda-feira (22), quando o presidente boliviano Evo Morales foi a Nova York, Estados Unidos, para participar da reunião da Assembléia Geral das Nações Unidas e também de uma reunião da União das Nações da América do Sul (Unasul).

Entre os pontos que a oposição quer estão as autonomias indígenas, a revisão dos capítulos referentes ao tamanho da terra – que seria ficaria entre 5 e 10 mil hectares –, e a reeleição presidencial.

A nova constituição ainda precisa ser aprovada no Senado boliviano, onde a maioria dos parlamentares é de partidos da oposição. "Não podemos aprovar um pacote constitucional sem discutir seu conteúdo", afirmou o porta-voz dos governadores da oposição, Mario Cossío.

Só depois de a proposta aprovada no Senado é que o referendo poderá ser feito. Só, então, a população vai analisar o novo texto constitucional. Evo Morales declarou esta semana que o Congresso boliviano tem até o dia 15 de outubro para aprovar a nova Constituição e para convocar o referendo.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Governo e oposição esperam assinar acordo amanhã na Bolívia

da Folha Online

O governo e a oposição autonomista da Bolívia esperam assinar amanhã, em Cochabamba, seu primeiro acordo no marco do processo de diálogo que busca a paz no país, disseram nesta quarta-feira fontes da duas partes.

Em entrevista à televisão estatal boliviana, o vice-ministro de Descentralização, Fabián Yaksic, se mostrou esperançoso que na reunião de amanhã "se alcance a assinatura de um primeiro acordo que marcará a rota crítica" do resto das negociações.

O governador do departamento opositor (Estado) de Santa Cruz, Rubén Costas, disse que os opositores estão "fazendo um esforço de responsabilidade para que se alcance de uma vez por todas a pacificação no país". Para Costas, os governadores opositores querem "um primeiro acordo com tudo o que já foi conversado".

Tanto Yaksic quanto Costas, além dos governadores regionais, se encontrarão amanhã com o presidente boliviano, Evo Morales, que retorna ao país de viajem a Nova York, onde participou da 63ª sessão da Assembléia Geral das Nações Unidas.

O vice-ministro Yaksic comentou que espera que as duas comissões técnicas que continuam trabalhando terminem hoje o relatório a ser apresentado na reunião de amanhã, prevista para começar às 10h (11h de Brasília).

Para Yaksic, o objetivo das negociações é que antes de 15 de outubro estejam dadas "as melhores condições possíveis para que finalmente o Congresso aprove a lei de convocação" dos referendos para validar o projeto de Constituição proposto pelo governo.

O Executivo e os opositores, com o acompanhamento da comunidade internacional, negociam o reparte das receitas dos hidrocarbonetos entre o Estado e os departamentos, a articulação de um modelo de descentralização autônoma e o projeto de nova Constituição apoiado por Morales.

O diálogo começou na última quinta-feira para pacificar o país depois de violentos confrontos entre opositores e governistas em cinco Estados governadas por opositores a Morales terem deixado ao menos 17 mortos e dezenas de feridos.

Morales agradece Unasul

Morales agradeceu, nesta quarta-feira, aos países da Unasul o apoio dado a seu governo, após uma reunião, em Nova York, na qual um novo encontro foi agendado para dezembro e se decidiu pela instalação de uma comissão investigadora na Bolívia.

Morales disse aos jornalistas, ao final de uma reunião com vários presidentes da União Sul-Americana de Nações (Unasul), que aproveitou o encontro para "agradecer a presidentes e presidentas da América do Sul por sua participação como observadores para buscar soluções pacíficas na Bolívia".

O presidente andino comentou que a situação em seu país, onde seu governo enfrenta dura oposição, "está se resolvendo".

A presidente chilena, Michelle Bachelet, que ocupa a Presidência rotativa da Unasul, convocou a reunião. No final, Bachelet destacou que o grupo resolveu suspender um encontro previsto para outubro e adiá-lo para dezembro. Nesse mês, acontece uma cúpula do Mercosul, na Bahia.

Em separado, Bachelet e Morales afirmaram que, a partir de segunda-feira, será instalada na Bolívia uma comissão encarregada de investigar os violentos confrontos ocorridos no departamento de Pando entre grupos opositores e camponeses partidários do governo, com saldo de pelo menos 17 mortos, dia 11 de setembro.

Com Efe e France Presse

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Evo Morales pede à oposição que assine acordo para pacificar o país

Vladimir Platonow
Enviado especial


Cochabamba (Bolívia) - O presidente da Bolívia, Evo Morales, fez um apelo à oposição para assine um acordo geral que pacifique o país e ponha fim aos conflitos que tomaram as ruas de diversas cidades há cerca de duas semanas.

Morales disse que, caso o acordo não seja fechado ainda neste domingo (21) ele terá dificuldades para controlar os milhares de camponeses indígenas que marcham em direção a Santa Cruz. A cidade é o centro dos protestos da oposição, que deixaram diversos feridos e ocasionaram a invasão e destruição de órgãos públicos federais.

O presidente disse que não abre mão de convocar o referendo constitucional até o próximo dia 1º, contrariando proposta da oposição de adiar por 30 dias o anúncio.

A consulta aos eleitores está prevista para daqui a três meses, quando os bolivianos vão às urnas para dizer se aprovam ou não a nova Constituição e para definir o tamanho máximo que poderá ter uma propriedade rural: 5 mil ou 10 mil hectares.

Segundo Morales, a questão da reforma agrária é o verdadeiro motivo dos protestos da oposição, que teme perder terras e poder.

Morales cobrou da oposição a desocupação de prédios das instituições federais, invadidos há mais de duas semanas. Dos 50 prédios invadidos, 11 ainda estão em poder dos manifestantes, segundo informou o presidente.

Evo Morales fez as declaração no meio da tarde em entrevista coletiva.

domingo, 21 de setembro de 2008

Evo diz que protestos foram organizados por latifundiários contrários à reforma agrária

Vladimir Platonow
Enviado especial


Cochabamba (Bolívia) - O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse hoje (20) que os latifundiários contrários à realização da reforma agrária estiveram por trás dos protestos que paralisaram estradas, danificaram órgãos públicos e afetaram a distribuição de gás, quase levando o país a um conflito generalizado.

“Sei que por trás desses atos conspiradores e sediciosos estão os latifundiários, que especulam com a terra. Há denúncias de que essas terras foram ganhas indevidamente, distribuídas durante a ditadura militar a familiares. Isso tem que terminar, com o voto do povo boliviano”, disse Evo, em alusão ao referendo popular que vai estabelecer o tamanho máximo de uma propriedade no país: 5 mil ou 10 mil hectares.

Evo reconheceu que haverá dificuldades e resistência por parte dos latifundiários, mas afirmou que o processo pode correr sem violência, apenas usando as regras da política. “Os latifundiários vão resistir, inclusive usando alguns irmãos camponeses indígenas. Mas isso vai acabar. Temos que fazer política, ou fazer o poder político. Com dinheiro, armas e guerra não há futuro. O melhor é fazer políticas econômicas sobre a distribuição de terras”, declarou o presidente boliviano à imprensa, durante um intervalo do terceiro dia de negociações entre governo e governadores de oposição.

A reunião acontece em um hotel na cidade de Cochabamba, com a presença de representações estrangeiras como Organização das Nações Unidas (ONU), União Européia (UE) e Organização dos Estados Americanos (OEA), representada pelo seu secretário-geral, Miguel Insuzia. Também participam, como observadores, membros de sete países da América do Sul, inclusive o Brasil, representado pelo embaixador na Bolívia, Frederico de Araújo, e pelo cônsul em Cochabamba, Álvaro de Oliveira.

Evo agradeceu publicamente a presença desses observadores estrangeiros e disse que ajudariam a sensibilizar a oposição a chegar a um acordo hoje ou, no mais tardar, amanhã (21), já que ele viajará na terça-feira (23) a Nova Iorque para participar da assembléia-geral da ONU.

sábado, 20 de setembro de 2008

Brasil militariza fronteira com Bolívia após onda de refugiados vinda de Pando

FABIANO MAISONNAVE
Enviado especial da Folha de S.Paulo a Brasiléia (Acre)

Cinco dias depois de a Bolívia decretar estado de sítio no departamento de Pando, o Exército brasileiro ocupou as duas pontes que ligam Brasiléia e Epitaciolândia, onde se refugiaram dezenas de opositores ao presidente boliviano, Evo Morales, à vizinha Cobija. Ontem, o ministro de Governo, Alfredo Rada, disse que La Paz pediu ao Brasil a expulsão de bolivianos envolvidos nos confrontos da semana passada.

Doze militares fortemente armados chegaram à fronteira na noite de quinta. Na ponte de Brasiléia, onde só se permite a passagem de pedestres, soldados anotam nome, cédula e o destino dos que entram no país.

Em Epitaciolândia, onde há tráfego de veículos, o trabalho de fiscalização é feito pela Polícia Militar. Nesse ponto, o único posto da Receita Federal da região está fechado desde quarta sob a alegação de que não há segurança para funcionar. Assim, todo o processo de importação e exportação está vetado.

Apesar do reforço, os militares não barram a entrada sem documentos, prática comum na região -as três cidades formam a mesma área urbana. Ontem à tarde, por exemplo, dois militares fardados bolivianos cruzaram a ponte para pagar o açougue em Brasiléia.

A militarização do lado brasileiro ocorre no momento em que a situação se acalma na Bolívia. Ontem, a maioria das lojas já estava aberta, e os militares patrulhavam quase todas as ruas. Os postos fronteiriços de Cobija, desertos na semana passada, agora estão sob a guarda permanente do Exército. Mas os serviços migratórios e de aduana seguem suspensos.

Durante toda a tarde, a Folha buscou informações no 4º Batalhão de Infantaria de Selva, responsável pela fronteira, mas não obteve resposta.

À rádio boliviana Erbol Rada disse que pediu ao governo brasileiro a "expulsão de gente considerada delinqüente e que participou de forma direta no massacre de 11 de setembro", no qual ao menos 15 pessoas morreram e 106 estão desaparecidas, segundo dados oficiais.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Governo e oposição avançam em acordo para solucionar crise política na Bolívia


Cochabamba (Bolívia) - O presidente da Bolívia, Evo Morales, participa de reunião com representantes internacionais e governadores departamentais

Vladimir Platonow
Enviado especial


Antônio Cruz/ABr


Cochabamba (Bolívia) - O presidente da Bolívia, Evo Morales, participa de reunião com representantes internacionais e governadores departamentais
Cochabamba (Bolívia) - Depois de quase 18 horas de reunião, lideranças políticas da Bolívia chegaram a um acordo que pode ser o marco de um novo processo institucional no país. Reunidos em Cochabamba, a cerca de 500 quilômetros da capital La Paz, foram estabelecidas na madrugada de hoje (19) as bases de entendimento entre governo e oposição, o que pode por fim a semanas de conflitos, protestos e provocações.

Nesse período, pelos menos 20 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas, em choques entre governo e oposição que quase levaram o país a uma escalada de violência generalizada.O encontro contou com a presença do presidente Evo Morales, de ministros de estado, deputados, governadores, diplomatas de sete países, de membros da Organização dos Estados Americanos (OEA), Organização das Nações Unidas (ONU), União Européia (UE) e de religiosos católicos, evangélicos e metodistas. O Brasil esteve representado pelo embaixador na Bolívia, Frederico de Araújo, e pelo cônsul em Cochabamba, Álvaro de Oliveira.O encontro foi considerado positivo pelo governador de Tarija, Mário Rossio, um dos principais negociadores da oposição. “Foi um dia duro, mas faz parte do processo. Temos visões distintas em alguns temas e coincidências em outros. O importante é que nós decidimos instalar o diálogo, que chegou a ficar frágil em alguns momentos, mas começa a amadurecer aos poucos”, afirmou ao término da reunião, por volta das 2h.Os detalhes acertados no encontro também foram passados pelo vice-ministro de Descentralização, Fabian Yassic. Segundo ele, foram definidas três comissões de trabalho, que começam a as atividades no início da tarde de hoje: uma vai se concentrar na questão da distribuição dos lucros da exploração do gás e do petróleo entre governo central e departamentos, outra vai trabalhar a autonomia administrativa dos departamento e mudanças na nova Constituição, e a terceira, um novo pacto institucional.

Yassic afirmou que os entendimentos devem terminar com os bloqueios feitos por indígenas apoiadores de Evo nas principais estradas do país. “Estes avanços que estamos tendo, sem dúvida, vão proporcionar que as medidas de pressão possam ser suspensas”, disse ele, informando também que as últimas instituições públicas que haviam sido invadidas pela oposição já tinham sido entregues. A reunião prossegue pelo menos até amanhã (20), quando novamente terá a presença de Evo Morales, que hoje viaja ao Panamá para receber o título de honoris causa de uma universidade local.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Governo Boliviano diz que 1º dia de diálogo com oposição é "positivo"



da Folha Online

O diálogo na Bolívia entre o presidente, Evo Morales, e os prefeitos (governadores) de oposição avançou de forma "positiva", nesta quinta-feira, primeiro dia de reunião. Porém, os temas mais polêmicos ainda não foram discutidos, disse o porta-voz do governo Iván Canelas, após o fim do encontro em Cochabamba.

Morales propôs nesta quinta-feira a quatro governadores de oposição a suspensão de todas as medidas de pressão, como os bloqueios nas estradas realizados por simpatizantes do governo, de acordo com Canelas.
Arte/Folha Online
Novíssimo mapa Bolívia

O porta-voz afirmou que o presidente lançou uma "nova proposta" às autoridades de Santa Cruz, Beni, Pando e Chuquisaca para selar um acordo que permita colocar a Bolívia em um processo de paz e estabilidade, após três semanas de violência que deixaram ao menos 19 mortos e dezenas de feridos.

"A proposta é liberar todos os bloqueios (de estradas)", disse Canelas, acrescentando que a oferta inclui os bloqueios realizados por simpatizantes do presidente em três rotas vitais de acesso a Santa Cruz de la Sierra, capital de Santa Cruz. O porta-voz afirmou que a medida permitirá a Santa Cruz realizar uma importante feira internacional de empresários.

Segundo Canelas, a proposta ainda não foi aceita pelos governadores.

Nesta quinta, os líderes discutiram sobre as bases do pré-acordo assinado na terça-feira (16), que implica na criação de três comissões para discutir os temas mais polêmicos da política boliviana.

Martin Mejia/AP

O presidente boliviano, Evo Morales (dir.), e o vice, Álvaro Garcia, no encontro de negociação de um acordo de paz com a oposição
O presidente boliviano, Evo Morales (dir.), e o vice, Álvaro Garcia, no encontro de negociação de um acordo de paz com a oposição

O pré-acordo prevê, entre outros pontos, a devolução para os departamentos de oposição do imposto sobre o gás que, desde janeiro passado, o governo federal destina ao pagamento de um benefício para idosos; as autonomias administrativas de Santa Cruz, Pando, Beni e Tarija; a desocupação de prédios públicos ocupados por manifestantes nesses departamentos; e a investigação da autoria de uma chacina em Pando.

Para a governadora de Chuquisaca, Savina Cuéllar, os diálogos também precisam abordar se a cidade de Sucre deve ser capital plena da Bolívia. Sucre, capital histórica do país, reivindica a sede dos três poderes. Atualmente, abriga apenas o Judiciário, enquanto o Executivo e o Legislativo estão em La Paz.

Instalações tomadas

Os governadores e líderes cívicos que integram a oposição anunciaram nesta quinta que os manifestantes ligados a eles já começaram a desocupar os prédios públicos tomados nas últimas semanas.

Imagens de TVs locais mostraram a retirada de manifestantes de prédios da Empresa Nacional de Telecomunicações (Entel), da Imigração, do Instituto Nacional de Reforma Agrária (Inra), dos Impostos Nacionais e de terminais de ônibus e trens.

Em Tarija, a maior expectativa é pela entrega de dois campos de produção de petróleo --um deles abastece de gás natural o mercado argentino-- e pela liberação das rodovias, fechadas por bloqueios há mais de 25 dias.

"Os edifícios serão entregues hoje como marco de um pré-acordo com o governo para aliviar a crise política", afirmou o governador de Santa Cruz, Rubén Costas.

O presidente se reuniu nesta quinta em Cochabamaba com quatro governadores rebeldes para alcançar um acordo de longo prazo, com a ajuda de facilitadores da Igreja Católica e delegados diplomáticos da Unasul (União de Nações Sul-Americanas), União Européia, da OEA (Organização de Estados Americanos) e das Nações Unidas.

Uma declaração emitida pela Unasul na segunda-feira também deu um forte apoio político ao presidente, em meio aos temores de que o confronto pudesse desencadear em um golpe de Estado ou em uma guerra civil no país, dada a polarização entre simpatizantes e contrários ao governo.

Com agências internacionais

Saiba os principais pontos em discussão na Bolívia

da France Presse

Nesta quinta-feira, os governadores de oposição se reuniram com o presidente Evo Morales em busca de uma solução para a séria crise política que se aprofundou nas últimas semanas na Bolívia.

Veja a seguir os principais pontos da discussão entre governo e oposição:

*

- Impostos petroleiros: Cinco departamentos (Estados) consideram que o governo deve restituir aos nove departamentos do país o Imposto Direto dos Hidrocarburetos (IDH) confiscado por Morales para financiar a pensão dos idosos.

- Autonomias regionais: Santa Cruz, Beni, Pando, Chuquisaca e Tarija buscam a formação de governos autônomos de viés liberal que, nas atuais condições é tachado pelo governo de separatismo. Os governadores formam a principal oposição ao governante.

- Nova Constituição: Morales tenta aprovar uma nova Constituição, sua grande propaganda eleitoral, que, para os cinco governadores de oposição, favorece demais os indígenas e tem viés estatizante.

- Autoridades judiciais: Os negociadores discutirão um pacto institucional para a designação via Congresso de cargos vagos no Tribunal Constitucional e na Corte Suprema de Justiça; e para a revisão do padrão eleitoral e da designação das autoridades da Corte Nacional Eleitoral.

- Agenda de diálogo: Nesta quinta-feira se estabeleceu uma mesa de diálogo entre o governo e os governadores oposicionistas (exceto o de Pando, Leopoldo Fernández, que está preso) com uma agenda que busca criar três mesas de trabalho.

- Negociadores: O vice-presidente Alvaro García, dois ministros e dois vice-ministros representam o governo, enquanto a oposição será representada pelos governadores Rubén Costas (Santa Cruz), Mario Cossío (Tarija), Ernesto Suárez (Beni) e Savina Cuellar (Chuquisaca), com suas equipes técnicas. Também participam as autoridades de La Paz, Potosí, Cochabamba e Oruro.

- Facilitadores e testemunhas: O governo e os governadores convidaram a Igreja Católica e delegados diplomáticos da Unasul, União Européia, da OEA (Organização de Estados Americanos) e das Nações Unidas para atuarem como "facilitadores e testemunhas" do diálogo.

- Bloqueios: Camponeses leais ao presidente Morales continuam bloqueando estradas que levam até Santa Cruz de la Sierra, reclamando a desocupação de prédios públicos, tomados na semana passada por grupos civis de oposição.

Negociações entre governo e oposição na Bolívia começam hoje

Da Agência Brasil

Brasília - O governo do presidente Evo Morales e os governadores da oposição devem se reunir na manhã de hoje (18) na cidade de Cochabamba, no centro do país, para a primeira rodada de negociações para resolver a crise política na Bolívia. As informações são da BBC Brasil.

Morales havia marcado o encontro com a oposição no início da noite de ontem (17), mas a reunião precisou ser adiada por causa das dificuldades de deslocamento dos governadores para a cidade, segundo a Agência Boliviana de Informação (ABI).

“O Poder Executivo e os governadores vão se reunir para construir um diálogo para a solução dos problemas”, disse o porta-voz da presidência, Iván Canelas.

Morales propôs que a reunião fechada e sem intervalos, até que as partes cheguem a um acordo. Devem participar do encontro os representantes dos departamentos de Tarija, Beni, Santa Cruz e Chuquisaca.

Além deles, participam como testemunhas o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, membros da Igreja Católica, da União Nações Sul-Americanas (Unasul), da Organização das Nações Unidas (ONU) e da União Européia.

A retomada do diálogo foi acertada na noite da última terça-feira (16), quando o porta-voz da oposição e prefeito de Tarija, Mario Cossío, anunciou a assinatura de um pré-acordo com governo.

O documento foi assinado na cidade de Santa Cruz de la Sierra por Cossío, que estava acompanhado pelo governador do Departamento de Santa Cruz, Ruben Costas, e pelo bispo da Igreja Católica Julio Terrazas.

Horas antes, o governador de Pando, Leopoldo Fernández, havia sido preso acusado de ser o mandante da morte de pelo menos 16 pessoas na última quinta-feira (10).
Da Agência Brasil


Brasília - O governo do presidente Evo Morales e os governadores da oposição devem se reunir na manhã de hoje (18) na cidade de Cochabamba, no centro do país, para a primeira rodada de negociações para resolver a crise política na Bolívia. As informações são da BBC Brasil.

Morales havia marcado o encontro com a oposição no início da noite de ontem (17), mas a reunião precisou ser adiada por causa das dificuldades de deslocamento dos governadores para a cidade, segundo a Agência Boliviana de Informação (ABI).

“O Poder Executivo e os governadores vão se reunir para construir um diálogo para a solução dos problemas”, disse o porta-voz da presidência, Iván Canelas.

Morales propôs que a reunião fechada e sem intervalos, até que as partes cheguem a um acordo. Devem participar do encontro os representantes dos departamentos de Tarija, Beni, Santa Cruz e Chuquisaca.

Além deles, participam como testemunhas o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, membros da Igreja Católica, da União Nações Sul-Americanas (Unasul), da Organização das Nações Unidas (ONU) e da União Européia.

A retomada do diálogo foi acertada na noite da última terça-feira (16), quando o porta-voz da oposição e prefeito de Tarija, Mario Cossío, anunciou a assinatura de um pré-acordo com governo.

O documento foi assinado na cidade de Santa Cruz de la Sierra por Cossío, que estava acompanhado pelo governador do Departamento de Santa Cruz, Ruben Costas, e pelo bispo da Igreja Católica Julio Terrazas.

Horas antes, o governador de Pando, Leopoldo Fernández, havia sido preso acusado de ser o mandante da morte de pelo menos 16 pessoas na última quinta-feira (10).

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Lula diz que Morales pediu ajuda para equipar Exército e controlar fronteira

EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que recebeu um pedido de cooperação do colega Evo Morales para reforçar o Exército boliviano e a fronteira entre os dois países.

"O Evo Morales perguntou se o Brasil poderia vender alguns caminhões para ele transportar as Forças Armadas", disse Lula, ao sair da cerimônia de assinatura da Lei Geral do Turismo, em Brasília.

Segundo o presidente, foi pedido ao ministro Nelson Jobim (Defesa) que verifique com o Exército brasileiro se a indústria automobilística nacional pode produzir esse tipo de veículo.

Outro pedido foi o trabalho conjunto na fronteira para evitar a entrada de homens armados e traficantes em ambos os países. Nessa semana, Morales disse que pistoleiros brasileiros e peruanos teriam sido contratados para atacar pessoas favoráveis ao seu governo nas regiões que entraram em conflito no país.

Segundo Lula, além dessas questões de consenso, não haverá nenhum tipo de medida por parte do Brasil que possa atingir a soberania do país vizinho.

"O que o Brasil está fazendo é o que todos os países da América do Sul estão, que é ser solidário para o fortalecimento da democracia na Bolívia, ser solidário para o restabelecimento da paz, para depois começar a negociar com todos os setores na normalidade", afirmou Lula.

No início da semana, o presidente do Brasil participou da reunião de emergência da Unasul (União das Nações Sul-Americanas), no Chile, para discutir a questão dos conflitos internos na Bolívia. A reunião terminou com o apoio ao governo do presidente Morales e a rejeição a qualquer tentativa de golpe civil ou de divisão territorial.

Embaixador americano

Mais cedo nesta quarta, Lula disse em entrevista à TV Brasil que apóia a decisão de Morales de expulsar da Bolívia o embaixador dos Estados Unidos Philip Goldberg. "Se for verdade que o embaixador dos EUA fazia reunião com a oposição do Evo Morales, o Evo está correto de mandá-lo embora."

"Não é de hoje e é famosa a interferência das embaixadas americanas em vários momentos da história do continente americano. Então, eu acho que houve um incidente diplomático, se o embaixador estava tendo ingerência na política lá, o Evo está correto", completou.

Morales expulsou Goldberg há uma semana sob a alegação de que ele dava apoio à oposição da Bolívia por ter interesse nos ideais separatistas do grupo. O processo de expulsão ocorreu em meio a violentos e freqüentes protestos de grupos anti-Morales. O pior deles ocorreria na madrugada seguinte à expulsão, na localidade de El Porvenir, e deixaria ao menos 15 mortos.

"O papel de embaixador não é fazer política dentro do país. Ele está como representante do seu país, em uma relação de Estado com Estado, ele representa o Estado. Aqui no Brasil, uma vez, uma embaixadora americana, em um jornal brasileiro, respondeu uma crítica que eu tinha feito ao Bush. Eu mandei o Celso Amorim chamá-la e dizer que não era admissível ela dar palpite sobre a entrevista do presidente da República", contou Lula.

No caso da Bolívia, a expulsão deu origem a uma crise diplomática. No dia seguinte, os EUA expulsaram o embaixador boliviano Gustavo Guzmán. Por solidariedade a Morales, então, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, expulsou o embaixador dos EUA Patrick Duddy. Mais uma vez os EUA reagiram, expulsando o embaixador venezuelano Bernardo Alvarez.

Governadores de oposição aceitam assinar pré-acordo com governo de Evo Morales

Vladimir Platonow
Enviado Especial

Santa Cruz de la Sierra (Bolívia) - O governador do departamento de Santa Cruz, Rúben Costas, anunciou hoje (16) que fechou um pré-acordo com o governo do presidente Evo Morales, envolvendo a distribuição dos lucros da exploração de gás e petróleo da Bolívia, o financiamento do programa de apoio aos idosos e a desocupação dos prédios públicos invadidos pela oposição.

Antes de anunciar o acordo, no início da noite, Costas leu um comunicado pedindo calma e tranqüilidade à população de Santa Cruz, onde deve chegar amanhã (17) a marcha com cerca de três a quatro mil índios apoiadores de Evo Morales, que saíram do município de Yapacani hoje à tarde.

O governador reiterou para que não sejam aceitas provocações dos indígenas, a fim de que não haja um princípio de violência, que poderia descambar para uma tragédia, assim como aconteceu semana passada no departamento de Pando, onde mais de 30 mortes foram registradas.

“Ao povo cruzenho peço serenidade e tranqüilidade. Não respondam às provocações e ameaças do governo e suas bases. Não se deixem levar pelos gritos de guerra”, disse Costas, que advertiu, porém: “Sou o governador de Santa Cruz e passarão sobre minha cabeça antes que se cometam atropelos contra meu povo”.

Costas concluiu fazendo um forte apelo pela paz, mas sempre lembrando que estariam atentos e prontos a reagir contra violências provocadas pelos índios de Morales. “Peço tranqüilidade e esperança para que não triunfem os demônios da guerra. Estamos alertas contra qualquer ofensiva que possa acender nesta terra a chama da confrontação”, disse.

Por fim, ele jogou a responsabilidade sobre os ombros de Evo Morales se houver continuidade dos enfrentamentos nas ruas: “Os crimes que, porventura, acontecerem, não serão carregados sobre as minhas costas, mas sobre as suas, presidente Morales”.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Exército da Bolívia prende governador sob acusação de genocídio

Vladimir Platonow
Enviado especial


Santa Cruz de la Sierra (Bolívia) - O governador do departamento de Pando, Leopoldo Fernández, foi preso na manhã de hoje (16) por militares do Exército da Bolívia. Ele foi detido na sede do governo de Pando e levado para a cidade de La Paz, mas ainda não há confirmação sobre o local onde ficará preso.

Fernández é acusado pelo governo boliviano de genocídio, depois da morte de 30 camponeses nos últimos dias no departamento, que faz fronteira com o Acre, durante manifestações contra o governo de Evo Morales.

A pena prevista para o crime é de 30 anos de reclusão, sem direito a progressão de pena. Leopoldo Fernández teve prisão decretada pelo governo boliviano na noite do último sábado (13). A alegação inicial foi de que o governador oposicionista teria descumprido o estado de sítio em Pando.

Por esse mesmo motivo, outras 11 pessoas ligadas à oposição ao governo de Evo Morales foram presas no departamento.

Em entrevista coletiva concedida pela manhã, o presidente da União Juvenil de Santa Cruz, Anyelo Cespedes, declarou persona non grata o consul da Venezuela no departamento, Luis Oblitas, e deu prazo de 48 horas para ele sair do país, sob pena de ser expulso com uso da violência

Lula diz que é preciso rechaçar qualquer tentativa de golpe na Bolívia

Maria Eugênia Castilho
Enviada Especial


Santiago (Chile) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse há pouco, no Palácio de la Moneda, sede do governo chileno, em Santiago do Chile, que é preciso preservar a legitimidade do governo do presidente da Bolívia, Evo Morares. Ele fez a declaração instantes após o final da reunião extraordinária da União de Nações Sul-americanas (Unasul), da qual participaram nove chefes de Estado da região. Durante o encontro, eles discutiram a crise vivida pela Bolívia, onde Morales enfrenta uma forte oposição de governadores que querem mais autonomia.
Ao lembrar que a Bolívia passou recentemente por um referendo, no qual Morales saiu vitorioso, Lula afirmou que é preciso criticar "qualquer tentativa de golpe e de quebra da constitucionalidade" naquele país. "A Bolívia é um país pobre, que precisa de tranqüilidade para se redemocratizar", destacou o presidente brasileiro.

Além da anfitriã, a presidente presidente chilena Michelle Bachelet, e de Lula, particparam da reunião os presidentes Evo Morales (Bolívia), Cristina Kirchner (Argentina), Álvaro Uribe (Colômbia), Rafael Correa (Equador), Fernando Lugo (Paraguai), Tabaré Vázquez (Uruguai) e Hugo Chávez (Venezuela).

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Pressão contra golpe na Bolívia

Temendo que o governo Evo Moraes esteja sob grave ameaça, líderes sul-americanos reunidos hoje no Chile para discutir a crise na Bolívia devem evocar uma cláusula que isola política e comercialmente nações que vivam sob ditaduras, na tentativa de minimizar o risco de golpe ou guerra civil no vizinho.

A oposição boliviana suspendeu ontem os bloqueios, mas a tensão segue em Pando, cujo governador teve prisão decretada por La Paz. (págs. 1, 22 e 23)

O Globo - Sinopse Radiobrás

domingo, 14 de setembro de 2008

Bolívia decreta prisão de governador de Pando

Alex Mello - Fm Pan de Aquidauana


O governo da Bolívia anunciou a prisão do governador do Departamento de Pando, Leopoldo Fernández, por desacatar o estado de sítio decretado na quinta-feira após os conflitos de deixaram 30 pessoas mortas e quase uma centena de feridos entre oposicionistas e partidários do presidente Evo Morales.

A prisão não foi ainda confirmada. Um dos relatos que circulam no país afirma que Fernández se refugiou no Brasil. A capital do Departamente de Pando, Cobija, fica próxima à fronteira com o Brasil no Acre.

A detenção é uma das ações no meio da ocupação militar que está acontecendo desde as primeiras horas deste domingo.

Os soldados já estavam no aeroporto, tomado na sexta-feira em choque com opositores que resultou em duas mortes. Mas agora eles estão pelo centro e em várias áreas da cidade amazônica.

Os relatos dão conta que as tropas chegaram em dois aviões Hércules e com quatro tanques. Houve tiroteio com pistoleiros que apóiam o governador local.

O governador Fernández pediu que a população reagisse a tomada militar. "Resistirei" foi a frase que Fernández pronunciou sobre a medida de La Paz, estampada em vários jornais da região. Leia mais Blog do Josias: Petrobras faz estoque de gás e de dutos na Bolivia Governo eleva para cerca de 30 número de mortos no confronto de Pando Dirigente regional acusa presidente da Bolívia de massacre Opositores alertam para ruptura do diálogo se houver "mais uma morte apenas" Opositores a Morales negam usar mercenários na Amazônia boliviana

O estado de sítio determina que não aconteçam reuniões com mais de duas pessoas e há toque de recolher da meia-noite até a manhã - o que não estava acontecendo em Pando. Os militares tentam agora pôr em prática a decisão, afinal, as autoridades locais não a seguiam.

A ação deve complicar ainda mais o diálogo entre o presidente Morales e os governadores oposicionistas. Uma reunião estava marcada para este domingo à tarde, mas os políticos autonomistas afirmaram que se acontecesse uma morte mais romperiam a conversa.

"Antes de ir ou não à reunião em La Paz, queremos viajar a Pando para lhe dar nosso apoio", disse o governador de Santa Cruz, Ruben Costas, principal opositor a Morales. Ele deu a declaração ao lado dos colegas do Departamento de Tarija, Mario Cossío, e de Beni, Ernesto Suárez.

A ordem de prisão foi anuciada pelo ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, na noite de sábado. "Prenderemos Fernández", disse. "A prisão será, mais cedo ou mais tarde, por ele ter violado a Constituição", disse, acusando o político de liderar grupos "paramilitares e mafiosos" que mataram líderes camponeses

sábado, 13 de setembro de 2008

Manchete: Bolívia rejeita mediação brasileira para conflito

Valor Econômico

Uma missão brasileira integrada pelo embaixador Samuel Pinheiro Guimarães e pelo assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, desistiu de viajar ontem à Bolívia depois que o governo do presidente Evo Morales rejeitou a participação do Brasil como mediador na crise política que tem provocado tumultos e destruição no país. Morales sinalizou que não queria se ver forçado pela comitiva a um diálogo com a oposição.

Ontem, pelo segundo dia consecutivo,um trecho de um gasoduto Bolívia-Brasil foi danificado em ataque atribuído pelo governo à oposição. Uma válvula de segurança do duto na região do Chaco foi "manipulada" e o fornecimento de gás ao Brasil foi reduzido à metade. À tarde, a Transierra, consórcio do qual participa a Petrobras, informou que o fluxo já estava normalizado e que apenas os estragos causados na quarta-feira em outro incidente no duto ainda comprometiam o envio de 10% do gás ao Brasil.

O ministro brasileiro das Minas e Energia, Edison Lobão, previu que o fornecimento de gás da Bolívia deve se normalizar em dois ou três dias e informou que o corte no abastecimento foi compensado com a paralisação de uma única termelétrica da Petrobras.

A indústria, no entanto, está preocupada com possíveis cortes. Representantes de grandes empresas, como Aços Villares, Alcoa, Braskem, Fosfertil e Gerdau, pedirão ao governo para participar da elaboração de um plano de contingenciamento de longo prazo para eventuais interrupções no fornecimento. O presidente da Associação dos Grandes Consumidores de Energia (Abrace), Ricardo Lima, disse que a preocupação com a Bolívia deixou de ser um fato extraordinário e passou a ser constante.

Pela primeira vez desde que as manifestações contra Morales recrudesceram, choques entre grupos pró e contra o governo provocaram mortes, de quatro pessoas e ferimentos em outras 20 no Departamento de Pando. "Já é quase uma guerra civil de baixa intensidade", disse uma fonte do governo brasileiro ao Valor.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, prometeu apoiar Morales militarmente no caso de um golpe de Estado. "Se matarem Evo, acreditem os golpistas, estarão me dando luz verde para apoiar qualquer movimento armado na Bolívia". (págs. 1 e A10).

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Manchete: Bolívia: explosão em gasoduto reduz fornecimento ao Brasil

O Globo

Uma explosão atribuída a um atentado contra um gasoduto na Bolívia, no qual a Petrobras tem participação, já provocou a redução de 13% do envio de gás natural para o Brasil, num dos mais graves episódios da crise que opõe o governo de Evo Morales a Estados autonomistas. A explosão ocorreu perto da cidade de Yacuíba, no Sul da Bolívia, quando manifestantes anti-Morales tetavam sabotar uma válvula do gasoduto, de onde sai a maioria do gás para São Paulo. Segundo o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, a perda para o Brasil deverá ser de cerca de 4 milhões de metros cúbicos por dia, mas não deve haver problemas de abastecimento graças às reservas brasileiras e à adoção de um plano de contingência pela Petrobras. Em meio à crise, Morales ordenou a expulsão do embaixador dos EUA, acusando-o de apoiar a oposição. (págs. 1 e 35 a 37)

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