La Paz, 10 ago (EFE).- O presidente Evo Morales foi ratificado no referendo sobre mandatos realizado hoje na Bolívia, segundo as enquetes divulgadas pela imprensa, que apontam o líder com um apoio de entre 56,7% e 60,1%.
UOL Celular
domingo, 10 de agosto de 2008
Termina votação do referendo na Bolívia
LA PAZ, 10 Ago 2008 (AFP) - As seções eleitorais bolivianas fecharam as portas, neste domingo, às 16h (17h de Brasília), dia do referendo revogatório, que transcorreu com relativa calma e pelo qual o presidente Evo Morales põe seu mandato em jogo, assim como o de seu vice-presidente e os de oito governadores.
Morales deve ser ratificado no cargo, do mesmo modo que vários dos governadores da oposição, entre eles o de Santa Cruz, Rubén Costas, o crítico mais ferrenho do presidente.
UOL Celular
Morales deve ser ratificado no cargo, do mesmo modo que vários dos governadores da oposição, entre eles o de Santa Cruz, Rubén Costas, o crítico mais ferrenho do presidente.
UOL Celular
sábado, 9 de agosto de 2008
Bolívia criará estatal de cimento com apoio de Irã e Venezuela
UOL
LA PAZ (Reuters) - A Bolívia assinou neste sábado um convênio com o Irã e a Venezuela para criar uma indústria estatal de cimento, que terá no início um investimento de 230 milhões de dólares para a construção de duas fábricas no altiplano ocidental.
A criação da Empresa Pública Nacional Estratégica Cementos de Bolívia foi anunciada um dia após o governo de Evo Morales alcançar um acordo com a petrolífera anglo-holandesa Shell sobre uma "compensação justa" para a recente nacionalização.
Morales presidiu a sessão de assinatura do acordo, primeiro grande projeto no marco de um programa de cooperação de pelo menos 1 bilhão de dólares lançado pelo presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, em visita a La Paz no ano passado.
As fábricas estatais de cimento, localizadas nos departamentos de Oruro e Potosí, produzirão em conjunto cerca de 700 mil toneladas anuais, o equivalente a 40 por cento da capacidade nacional do setor atualmente, dominado por um dos líderes da oposição conservadora, Samuel Doria Medina.
"Falei com alguns prefeitos, e eles me dizem que pela falta de cimento não concluíram obras..., que os preços subiram e essa queixa é permanente", disse Morales no evento, referindo-se à necessidade de dar impulso ao projeto.
(Reportagem de Ana María Fabbri)
REUTERS SC AAP
LA PAZ (Reuters) - A Bolívia assinou neste sábado um convênio com o Irã e a Venezuela para criar uma indústria estatal de cimento, que terá no início um investimento de 230 milhões de dólares para a construção de duas fábricas no altiplano ocidental.
A criação da Empresa Pública Nacional Estratégica Cementos de Bolívia foi anunciada um dia após o governo de Evo Morales alcançar um acordo com a petrolífera anglo-holandesa Shell sobre uma "compensação justa" para a recente nacionalização.
Morales presidiu a sessão de assinatura do acordo, primeiro grande projeto no marco de um programa de cooperação de pelo menos 1 bilhão de dólares lançado pelo presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, em visita a La Paz no ano passado.
As fábricas estatais de cimento, localizadas nos departamentos de Oruro e Potosí, produzirão em conjunto cerca de 700 mil toneladas anuais, o equivalente a 40 por cento da capacidade nacional do setor atualmente, dominado por um dos líderes da oposição conservadora, Samuel Doria Medina.
"Falei com alguns prefeitos, e eles me dizem que pela falta de cimento não concluíram obras..., que os preços subiram e essa queixa é permanente", disse Morales no evento, referindo-se à necessidade de dar impulso ao projeto.
(Reportagem de Ana María Fabbri)
REUTERS SC AAP
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Ministro boliviano diz que país está na iminência de um golpe de estado
Da Agência Brasil
Brasília - O ministro da Presidência da Bolívia, Juan Ramón Quintana, denunciou hoje (7) a utilização de recursos públicos para financiar atos de violência, com o objetivo de impedir que os eleitores participem do referendo revogatório marcado para o próximo domingo (10).
Para Quintana, essa atitude é um complô não apenas contra o governo, mas contra a Constituição boliviana. As informações são da Agência Boliviana de Información (ABI), órgão oficial do governo.
Segundo o ministro, o país encontra-se no início de um “verdadeiro golpe de estado contra a ordem constitucional”. Para ele, a estratégia já não é oprimir a realização do referendo, mas derrubar o presidente da República e desequilibrar a ordem democrática.
De acordo com a ABI, as declarações foram dadas na manhã de hoje à emissora de rádio Patria Nueva. Quintana comparou o uso de recursos das prefeituras dos departamentos (estados) de Beni, Pando, Santa Cruz e Tarija para financiar a violência com os golpes de Estado registrados nos anos 80.
“Para qualquer cidadão de qualquer outro país onde se vive em democracia, o que hoje em dia estão fazendo os prefeitos não é nada mais que um ato de revolta, de desacato, de organização de forças ilegais, paramilitares, para atentar contra todas as liberdades públicas”, declarou o ministro.
O ministro também pediu que a população se mantenha mobilizada para chegar ao próximo domingo em um ambiente democrático, lembrando que o referendo é a única ferramenta democrática para resolver os conflitos do país de forma pacífica.
No dia 10 de agosto, a população boliviana participará do referendo revocatório presidencial, no qual decidirá se o presidente Evo Morales deve permanecer na chefia do governo, assim como os governadores de nove departamentos (estados).
Brasília - O ministro da Presidência da Bolívia, Juan Ramón Quintana, denunciou hoje (7) a utilização de recursos públicos para financiar atos de violência, com o objetivo de impedir que os eleitores participem do referendo revogatório marcado para o próximo domingo (10).
Para Quintana, essa atitude é um complô não apenas contra o governo, mas contra a Constituição boliviana. As informações são da Agência Boliviana de Información (ABI), órgão oficial do governo.
Segundo o ministro, o país encontra-se no início de um “verdadeiro golpe de estado contra a ordem constitucional”. Para ele, a estratégia já não é oprimir a realização do referendo, mas derrubar o presidente da República e desequilibrar a ordem democrática.
De acordo com a ABI, as declarações foram dadas na manhã de hoje à emissora de rádio Patria Nueva. Quintana comparou o uso de recursos das prefeituras dos departamentos (estados) de Beni, Pando, Santa Cruz e Tarija para financiar a violência com os golpes de Estado registrados nos anos 80.
“Para qualquer cidadão de qualquer outro país onde se vive em democracia, o que hoje em dia estão fazendo os prefeitos não é nada mais que um ato de revolta, de desacato, de organização de forças ilegais, paramilitares, para atentar contra todas as liberdades públicas”, declarou o ministro.
O ministro também pediu que a população se mantenha mobilizada para chegar ao próximo domingo em um ambiente democrático, lembrando que o referendo é a única ferramenta democrática para resolver os conflitos do país de forma pacífica.
No dia 10 de agosto, a população boliviana participará do referendo revocatório presidencial, no qual decidirá se o presidente Evo Morales deve permanecer na chefia do governo, assim como os governadores de nove departamentos (estados).
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Morales tem apoio de 49% dos eleitores para referendo, diz pesquisa
da Efe, em La Paz
O presidente da Bolívia, Evo Morales, será ratificado com 49% de apoio no referendo revogatório de mandatos do próximo 10 de agosto, diz uma pesquisa publicada nesta segunda-feira pelo jornal "La Prensa".
O chefe de Estado alcança este apoio na primeira pesquisa publicada pela imprensa boliviana sobre o plebiscito que incluirá o vice-presidente Álvaro García Linera e oito dos nove governantes regionais do país.
O estudo indica que Morales e o vice-presidente obteriam 49% de apoio, 4,7 pontos percentuais abaixo da votação com a qual foram escolhidos em 2005 (53,7%), mas suficientes para se manterem no cargo.
Por outro lado, a favor da revogação de Morales e García Linera se pronunciaram 38% dos entrevistados, segundo uma pesquisa realizada entre 11 e 15 de julho pelo instituto Captura Consulting com 1.600 pessoas dos nove departamentos da Bolívia.
Para que o mandato de ambos seja revogado é necessário que a votação contrária seja de pelo menos 54%, segundo uma polêmica lei de convocação à consulta que a oposição qualifica de vantajosa para o líder indígena.
O presidente da Bolívia, Evo Morales, será ratificado com 49% de apoio no referendo revogatório de mandatos do próximo 10 de agosto, diz uma pesquisa publicada nesta segunda-feira pelo jornal "La Prensa".
O chefe de Estado alcança este apoio na primeira pesquisa publicada pela imprensa boliviana sobre o plebiscito que incluirá o vice-presidente Álvaro García Linera e oito dos nove governantes regionais do país.
O estudo indica que Morales e o vice-presidente obteriam 49% de apoio, 4,7 pontos percentuais abaixo da votação com a qual foram escolhidos em 2005 (53,7%), mas suficientes para se manterem no cargo.
Por outro lado, a favor da revogação de Morales e García Linera se pronunciaram 38% dos entrevistados, segundo uma pesquisa realizada entre 11 e 15 de julho pelo instituto Captura Consulting com 1.600 pessoas dos nove departamentos da Bolívia.
Para que o mandato de ambos seja revogado é necessário que a votação contrária seja de pelo menos 54%, segundo uma polêmica lei de convocação à consulta que a oposição qualifica de vantajosa para o líder indígena.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
UNASUL: Lula e Chávez dão à Bolívia US$ 530 mi para construção de estradas
da Efe, em Riberalta (Bolívia)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chefe de Estado da Venezuela, Hugo Chávez, concederam nesta sexta-feira ao governante boliviano, Evo Morales, uma ajuda de US$ 530 milhões (R$ 842,4 milhões) para estradas na Amazônia e prometeram mais respaldo para desenvolver a indústria do gás no país.
Lula e Chávez assinaram os convênios em um estádio de futebol de Riberalta, situado 900 quilômetros ao nordeste de La Paz, perto da fronteira com o Brasil.
Chávez assinou um acordo para dar à Bolívia US$ 300 milhões (R$ 476,85 milhões) e Lula concederá um empréstimo de US$ 230 milhões (R$ 365,6 milhões) para a construção de uma rota que permitirá unir La Paz com a fronteira do Brasil.
Segundo o presidente venezuelano, a estrada unirá o norte tropical de La Paz, o noroeste do Brasil e a Amazônia, além de ligar vias que levam ao Orinoco venezuelano.
Energia
Lula também prometeu "aprofundar a cooperação no campo energético" com novos investimentos da Petrobras na Bolívia na exploração conjunta de poços de petróleo e em um futuro planejar a construção de uma hidroelétrica binacional.
"Também será possível realizar o sonho de construir um pólo gás-químico entre Bolívia e Brasil, o que depende só de nós, e não dos adversários nem de outros países, mas de nossa disposição e de nossa gente", disse Lula.
De sua parte, Chávez destacou os convênios que entraram em vigor esta semana na Bolívia para que a Petróleos de Venezuela S/A (PDVSA) e a estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) invistam juntas US$ 883 milhões (R$ 1,4 bilhão) na prospecção e exploração de novos campos de hidrocarbonetos.
O presidente venezuelano também anunciou a decisão de criar uma usina petroquímica na Bolívia para a fabricação de plásticos, além de investir outros US$ 41 milhões (R$ 65 milhões) em processadores de alimentos para fomentar a diversificação da economia boliviana.
Referendo
Os dois governantes também respaldaram politicamente Morales, que, em pouco mais de três semanas, no dia 10 de agosto, submeterá o cargo a um referendo revogatório como uma forma de reduzir o confronto com a oposição regional e autonomista do país.
Morales agradeceu a cooperação nos projetos viários, que, disse, concretizarão a integração entre o leste e o oeste boliviano e se mostrou disposto a consolidar os outros projetos em hidrocarbonetos propostos por Lula.
"A Bolívia já criou sua empresa de industrialização, e que bom seria que a PDVSA e a Petrobras avançassem em planos conjuntos", afirmou.
Morales assegurou que, com a solidariedade de Brasil e Venezuela, esses investimentos "não ficarão apenas em discursos" e disse que sente que os três estão avançando na integração da América do Sul.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chefe de Estado da Venezuela, Hugo Chávez, concederam nesta sexta-feira ao governante boliviano, Evo Morales, uma ajuda de US$ 530 milhões (R$ 842,4 milhões) para estradas na Amazônia e prometeram mais respaldo para desenvolver a indústria do gás no país.
Lula e Chávez assinaram os convênios em um estádio de futebol de Riberalta, situado 900 quilômetros ao nordeste de La Paz, perto da fronteira com o Brasil.
Chávez assinou um acordo para dar à Bolívia US$ 300 milhões (R$ 476,85 milhões) e Lula concederá um empréstimo de US$ 230 milhões (R$ 365,6 milhões) para a construção de uma rota que permitirá unir La Paz com a fronteira do Brasil.
Segundo o presidente venezuelano, a estrada unirá o norte tropical de La Paz, o noroeste do Brasil e a Amazônia, além de ligar vias que levam ao Orinoco venezuelano.
Energia
Lula também prometeu "aprofundar a cooperação no campo energético" com novos investimentos da Petrobras na Bolívia na exploração conjunta de poços de petróleo e em um futuro planejar a construção de uma hidroelétrica binacional.
"Também será possível realizar o sonho de construir um pólo gás-químico entre Bolívia e Brasil, o que depende só de nós, e não dos adversários nem de outros países, mas de nossa disposição e de nossa gente", disse Lula.
De sua parte, Chávez destacou os convênios que entraram em vigor esta semana na Bolívia para que a Petróleos de Venezuela S/A (PDVSA) e a estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) invistam juntas US$ 883 milhões (R$ 1,4 bilhão) na prospecção e exploração de novos campos de hidrocarbonetos.
O presidente venezuelano também anunciou a decisão de criar uma usina petroquímica na Bolívia para a fabricação de plásticos, além de investir outros US$ 41 milhões (R$ 65 milhões) em processadores de alimentos para fomentar a diversificação da economia boliviana.
Referendo
Os dois governantes também respaldaram politicamente Morales, que, em pouco mais de três semanas, no dia 10 de agosto, submeterá o cargo a um referendo revogatório como uma forma de reduzir o confronto com a oposição regional e autonomista do país.
Morales agradeceu a cooperação nos projetos viários, que, disse, concretizarão a integração entre o leste e o oeste boliviano e se mostrou disposto a consolidar os outros projetos em hidrocarbonetos propostos por Lula.
"A Bolívia já criou sua empresa de industrialização, e que bom seria que a PDVSA e a Petrobras avançassem em planos conjuntos", afirmou.
Morales assegurou que, com a solidariedade de Brasil e Venezuela, esses investimentos "não ficarão apenas em discursos" e disse que sente que os três estão avançando na integração da América do Sul.
O Brasil é o principal parceiro comercial da Bolívia e seu maior investidor externo
Lula se reúne com Morales em reduto da oposição na Bolívia
Da Folha
Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e Evo Morales, da Bolívia, reúnem-se nesta sexta-feira, na cidade boliviana de Riberalta, no norte do país, para assinatura de um acordo para a construção da rodovia Rurrenabaque-Riberalta.
A obra faz parte do projeto viário boliviano "Hacia el Norte" e terá financiamento brasileiro. A nova via garantirá acesso direto entre Porto Velho e La Paz e integra o corredor interoceânico, que ligará por terra o Brasil ao Chile e ao Peru, países banhados pelo Pacífico.
Segundo o porta-voz de Morales, Iván Canelas, o encontro contará com a presença do líder venezuelano Hugo Chávez.
No entanto, o convite de Morales a Chávez gerou polêmica na região de Riberalta. O presidente do Comitê Cívico, Mario Aguilera, chegou a dizer que o desembarque do presidente da Venezuela "não será permitido".
"Chávez foi declarado 'persona non grata' aqui e não nos responsabilizamos pelo que possa acontecer", disse Aguilera.
Em entrevista na quinta-feira, Canelas afirmou que, durante o encontro, os líderes devem assinar ainda um acordo para o "desenvolvimento e proteção" da Amazônia. Mas o porta-voz não deu maiores detalhes sobre o conteúdo do acordo.
Apoio
O encontro promete reunir seguidores de Morales de várias regiões do país, já que a oposição ao líder boliviano no local é bastante ativa.
O departamento de Beni, onde fica Riberalta, está entre os quatro dos nove departamentos do país onde, nos últimos tempos, a população votou pelo "sim" à autonomia financeira e política do governo regional em relação ao governo central.
Além de Beni, outros favoráveis à autonomia foram Santa Cruz, o maior e mais rico do país, Tarija, onde estão reservas de gás, e Pando, vizinho a Beni.
Segundo diferentes analistas, os resultados dos plebiscitos revelaram a força da oposição ao governo Morales nestes departamentos.
Em entrevista à BBC Brasil, a cientista política Ximena Costa, professora da Universidade Maior de San Andrés, disse que o encontro entre Morales, Lula e Chávez simbolizará um "apoio público" dos dois presidentes ao colega boliviano, na contagem regressiva para o "referendo revogatório", agendado para o dia 10 de agosto.
"Será um apoio, sem dúvida. Mas a situação aqui não está fácil. Além disso, existem fortes críticas às interferências de Chávez nas questões internas", disse.
O referendo perguntará aos bolivianos se estão de acordo com a permanência de Morales e de seus governadores estaduais nos cargos. Para a revogação dos mandatos, é preciso que o "não" supere a porcentagem de apoio obtida nas eleições de 2005.
Morales, por exemplo, obteve cerca de 54% dos votos no pleito. Por isso, o "não" à permanência dele no cargo precisará superar este percentual para que ele deixe o Palácio presidencial Queimado, em La Paz.
Ximena lembra que, atualmente, Morales tem 48% de apoio popular. No entanto, o apoio do eleitorado é bastante dividido - cerca de 70% vem de lugares como La Paz, mas em departamentos como Tarija, a popularidade do presidente fica em torno de 20%.
No início do mês, durante a reunião do Mercosul, na província argentina de Tucumán, o presidente Lula elogiou a gestão de Morales - primeiro indígena que chega ao poder na história da Bolívia. Na ocasião, o presidente boliviano pediu a presença de observadores dos países do Mercosul durante a votação do referendo.
Parceria
O encontro desta sexta-feira, que deve durar cerca de três horas, marca a formalização do financiamento para a construção da rodovia Rurrenabaque-Riberalta.
A obra terá extensão de 510 quilômetros e o custo total estimado pelo Palácio do Planalto é de US$230 milhões (R$367 mi).
A rodovia será ligada à ponte entre Guajará-Mirim e Guayaramerín, a ser construída pelo governo brasileiro. Dessa forma, o projeto permitirá o acesso rodoviário direto entre Porto Velho e La Paz.
As condições de financiamento da rodovia foram aprovadas pelo Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior (CAMEX) em 3 de julho.
O Brasil é o principal parceiro comercial da Bolívia e seu maior investidor externo.
De acordo com dados do governo brasileiro, de janeiro a junho de 2008, o fluxo de comércio bilateral atingiu cerca de US$ 2 bilhões, o que representa aumento de quase 70% do valor em relação ao mesmo período de 2007.
Da Folha
Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e Evo Morales, da Bolívia, reúnem-se nesta sexta-feira, na cidade boliviana de Riberalta, no norte do país, para assinatura de um acordo para a construção da rodovia Rurrenabaque-Riberalta.
A obra faz parte do projeto viário boliviano "Hacia el Norte" e terá financiamento brasileiro. A nova via garantirá acesso direto entre Porto Velho e La Paz e integra o corredor interoceânico, que ligará por terra o Brasil ao Chile e ao Peru, países banhados pelo Pacífico.
Segundo o porta-voz de Morales, Iván Canelas, o encontro contará com a presença do líder venezuelano Hugo Chávez.
No entanto, o convite de Morales a Chávez gerou polêmica na região de Riberalta. O presidente do Comitê Cívico, Mario Aguilera, chegou a dizer que o desembarque do presidente da Venezuela "não será permitido".
"Chávez foi declarado 'persona non grata' aqui e não nos responsabilizamos pelo que possa acontecer", disse Aguilera.
Em entrevista na quinta-feira, Canelas afirmou que, durante o encontro, os líderes devem assinar ainda um acordo para o "desenvolvimento e proteção" da Amazônia. Mas o porta-voz não deu maiores detalhes sobre o conteúdo do acordo.
Apoio
O encontro promete reunir seguidores de Morales de várias regiões do país, já que a oposição ao líder boliviano no local é bastante ativa.
O departamento de Beni, onde fica Riberalta, está entre os quatro dos nove departamentos do país onde, nos últimos tempos, a população votou pelo "sim" à autonomia financeira e política do governo regional em relação ao governo central.
Além de Beni, outros favoráveis à autonomia foram Santa Cruz, o maior e mais rico do país, Tarija, onde estão reservas de gás, e Pando, vizinho a Beni.
Segundo diferentes analistas, os resultados dos plebiscitos revelaram a força da oposição ao governo Morales nestes departamentos.
Em entrevista à BBC Brasil, a cientista política Ximena Costa, professora da Universidade Maior de San Andrés, disse que o encontro entre Morales, Lula e Chávez simbolizará um "apoio público" dos dois presidentes ao colega boliviano, na contagem regressiva para o "referendo revogatório", agendado para o dia 10 de agosto.
"Será um apoio, sem dúvida. Mas a situação aqui não está fácil. Além disso, existem fortes críticas às interferências de Chávez nas questões internas", disse.
O referendo perguntará aos bolivianos se estão de acordo com a permanência de Morales e de seus governadores estaduais nos cargos. Para a revogação dos mandatos, é preciso que o "não" supere a porcentagem de apoio obtida nas eleições de 2005.
Morales, por exemplo, obteve cerca de 54% dos votos no pleito. Por isso, o "não" à permanência dele no cargo precisará superar este percentual para que ele deixe o Palácio presidencial Queimado, em La Paz.
Ximena lembra que, atualmente, Morales tem 48% de apoio popular. No entanto, o apoio do eleitorado é bastante dividido - cerca de 70% vem de lugares como La Paz, mas em departamentos como Tarija, a popularidade do presidente fica em torno de 20%.
No início do mês, durante a reunião do Mercosul, na província argentina de Tucumán, o presidente Lula elogiou a gestão de Morales - primeiro indígena que chega ao poder na história da Bolívia. Na ocasião, o presidente boliviano pediu a presença de observadores dos países do Mercosul durante a votação do referendo.
Parceria
O encontro desta sexta-feira, que deve durar cerca de três horas, marca a formalização do financiamento para a construção da rodovia Rurrenabaque-Riberalta.
A obra terá extensão de 510 quilômetros e o custo total estimado pelo Palácio do Planalto é de US$230 milhões (R$367 mi).
A rodovia será ligada à ponte entre Guajará-Mirim e Guayaramerín, a ser construída pelo governo brasileiro. Dessa forma, o projeto permitirá o acesso rodoviário direto entre Porto Velho e La Paz.
As condições de financiamento da rodovia foram aprovadas pelo Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior (CAMEX) em 3 de julho.
O Brasil é o principal parceiro comercial da Bolívia e seu maior investidor externo.
De acordo com dados do governo brasileiro, de janeiro a junho de 2008, o fluxo de comércio bilateral atingiu cerca de US$ 2 bilhões, o que representa aumento de quase 70% do valor em relação ao mesmo período de 2007.
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