domingo, 25 de julho de 2010
CoroneL PaiM - Candidato a Deputado Estadual - 12777 (Coligação "A Força do Povo") presente na Campanha de Dilma Presidente
Dilma - Presidente
Zeca do PT - Governador de MS
Dagoberto - Senador
Delcídio - Senador
Pastora Simone Paim - Deputada Federal - 1236 PDT
CoroneL PaiM - Deputado Estadual - 12777 PDT
domingo, 4 de abril de 2010
Pela 6ª vez em 5 anos, Evo Morales põe a prova seu apoio na Bolívia

* Evo Morales, presidente boliviano
La Paz, 3 abr (EFE).- Pela sexta vez em cinco anos, o presidente da Bolívia, Evo Morales, põe a prova seu respaldo popular no pleito que deve eleger os governadores dos departamentos e os prefeitos dos municípios nos quais o líder quer consolidar sua hegemonia política.
Morales, que iniciou seu segundo mandato em janeiro, fez hoje na cidade de Cochabamba (centro) um chamado à população para que participe do pleito amanhã, não só para aprofundar a democracia, mas também para "tomar o destino do país".
Ele destacou a importância da participação nas diferentes votações dos últimos anos como uma forma de definir com o voto "os conflitos e diferenças programáticas no social, no estrutural e no cultural".
Será uma eleição complexa em que mais de cinco milhões de pessoas devem eleger 2.502 autoridades, entre elas nove governadores, 337 prefeitos e 267 deputados, dos que 23 serão representantes indígenas, entre outros cargos.
A eleição será um marco histórico para a Bolívia em sua aspiração de construir um Estado de autonomias, pois, além dos governadores nos nove departamentos, se votará por assembléias que terão pela primeira vez o poder de legislar nas regiões.
Diversas pesquisas colocam os candidatos a governadores do Movimento Ao Socialismo (MAS) como ganhadores em La Paz, Oruro, Potosí, Cochabamba; a oposição em Santa Cruz e Beni, há divergências sobre a preferência dos eleitores em Tarija, Pando e Chuquisaca.
Para conseguir o triunfo, Morales se envolveu pessoalmente na campanha em fevereiro e março para pedir o apoio para seus candidatos, ao ponto de ter de esclarecer várias vezes, em tom de piada, que ele não era candidato nesta eleição.
Amanhã será a sexta vez que o presidente e o MAS medem nas urnas o apoio que tem na Bolívia desde que ganharam a primeira eleição em dezembro de 2005 (53,7%).
Desde então, Morales destacou cada triunfo eleitoral como um respaldo a seu projeto de reformas políticas e econômicas.
Em julho de 2006, seu partido ganhou a eleição da constituinte (50,7%); em agosto de 2008, Morales venceu no referendo sobre mandatos (67,4%) e janeiro de 2009 se impôs nas urnas o projeto de uma nova Constituição (61,4%).
Em dezembro, obteve a reeleição com um apoio de 64,2%, que permite ao MAS controlar dois terços das câmaras de Senadores e Deputados da Assembleia Legislativa.
sábado, 3 de abril de 2010
Após reeleição de Morales, bolivianos vão às urnas definir mapa regional
Cerca de 5,1 milhões de eleitores bolivianos vão às urnas neste domingo para eleger 2,5 mil representantes --governadores, prefeitos, deputados estaduais e vereadores.
A eleição que definirá o novo mapa político regional da Bolívia será realizada quase quatro meses após a reeleição, em dezembro, do presidente Evo Morales, com 64% dos votos.
Esta será a primeira vez que os bolivianos votarão para governadores e para parlamentares locais --uma mudança estabelecida na nova Constituição Política do Estado, aprovada no ano passado.
Há uma grande expectativa sobre a nova definição da distribuição do governo e da oposição nos nove Departamentos (Estados) do país, já que cinco deles simbolizaram forte oposição a Morales, concentrados, principalmente, na região chamada 'Meia Lua' --Santa Cruz, Tarija, Beni, Pando e Chuquisaca.
Na eleição presidencial, Morales venceu também em grande parte desta região, antes marcadamente opositora.
Pesquisas de opinião dos institutos Equipos Mori e Captura Consulting SRL indicaram que o Movimento ao Socialismo (MAS), legenda do presidente, deverá vencer neste domingo em quatro departamentos onde já governa --La Paz, Cochabamba, Oruro e Potosí.
Mas os institutos sugerem ainda que pode haver empate técnico em Tarija, Chuquisaca e Pando, e a possível vitória da oposição em Santa Cruz e Beni.
Nessa semana, setores do governo sinalizaram a possibilidade de que a oposição seja derrotada em Santa Cruz, fronteira com o Brasil e que costuma capitanear a oposição a Morales.
Maioiria
O analista político José Luis Galvez, da Equipos Mori, disse à BBC Brasil, contudo, que as pesquisas de intenção de voto sugerem que o opositor Ruben Costas não disputaria o segundo turno.
"Mas mesmo vencendo, até em Santa Cruz, a oposição não terá o poder que teve em 2006, 2007 e 2008. Evo Morales agora tem a maioria na Assembleia Plurianual (Congresso Nacional), o que não tinha antes", disse.
O analista destacou ainda que a tendência é de que o governo tenha a maioria das cadeiras na Câmaras dos Vereadores e na Assembleias Legislativas, ampliando o 'controle' do governo sobre a oposição regional, o que antes não existia.
Para o especialista, Evo Morales é hoje 'muito mais poderoso' do que quando assumiu a Presidência, em 2006, e a oposição estaria mais 'fragilizada' e 'com medo' de medidas do governo.
Galvez cita como exemplo a lei contra a corrupção, batizada de 'lei guilhotina', sancionada na semana passada e que poderia levar para a cadeia ex-presidentes acusados de corrupção.
"Esta lei é para aniquilar o resto da oposição", teriam dito os ex-presidente Jorge Quiroga, Eduardo Rodríguez e Carlos Mesa, segundo o jornal "La Prensa", de La Paz.
O vice-presidente do país, Alvaro García Linera, lamentou que a lei não tenha sido aprovada antes.
"Esta lei demorou quase quatro anos para ser aprovada, por resistência da oposição. Agora, esta lei guilhotina será aplicada contra aqueles que tocarem em um centavo do Estado", disse Linera.
Campanha
No encerramento da campanha eleitoral, na semana passada, na cidade de El Alto, no Departamento (Estado) de La Paz, o presidente disse que espera contar com os votos necessários para que o governo tenha maioria "de uma ponta a outra da Bolívia".
"Precisamos de prefeitos e governadores para trabalhar cinco anos. Imaginem cinco anos de brigas com um governador da direita. Em Santa Cruz, Ruben Costas dizia: 'Evo, seu macaco'. E como confiar e trabalhar por este Departamento? Não se pode. Sem confiança, é difícil".
As declarações de Evo Morales provocaram críticas da oposição. Oscar Ureda, porta-voz de Ruben Costas, disse que o líder boliviano "não está preocupado em governar para todo o país".
sexta-feira, 12 de março de 2010
Bolívia desmonta fábrica que podia processar 250 kg de cocaína por dia
Molina acredita que a fábrica produzia cerca de 250 quilos de cocaína por dia, e acredita que foi montada por narcotraficantes colombianos entre o final de 2009 e início deste ano, 2010 com investimento de "vários milhões de dólares".
Na operação, a Polícia antidrogas deteve um cidadão boliviano e confiscou armas de grosso calibre, munição, equipamentos de comunicação de alta tecnologia e uma "quantidade impressionante" de produtos químicos para fabricar a droga, explicou Molina.
Segundo a "ABI", este é "o mais duro golpe ao narcotráfico na Bolívia" nos últimos 24 meses.
A Felcn encontrou no ano passado várias fábricas de drogas em diferentes pontos de Santa Cruz, todas supostamente ligadas a narcotraficantes colombianos.
* do UOL Notícias
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Evo Morales determina abertura de arquivos secretos do período da ditadura militar na Bolívia
Da Agência Brasil
Em Brasília
O presidente da Bolívia, Evo Morales, determinou a abertura dos arquivos referentes à ditadura militar no país – de 1964 a 1982. A expectativa, segundo as autoridades federais, é de que as Forças Armadas apresentem hoje (17) ao Ministério Público as informações necessárias para iniciar as investigações. Um dos objetivos é localizar os restos mortais de ativistas políticos de esquerda que lutaram contra o regime e que estão desaparecidos.
Representantes da Defensoria Pública, da Fiscalização Geral e de grupos ligados aos direitos humanos e a parentes de desaparecidos políticos deverão se reunir nesta quarta-feira em La Paz (capital boliviana). O objetivo é que todos tenham acesso ao processo de abertura dos arquivos.
Pelos cálculos das entidades de direitos humanos e autoridades federais, há pelo menos 156 pessoas desaparecidas - no período de 1964 a 1982. O ministro da Defesa, Ruben Saavedra, afirmou que um procurador militar vai acompanhar o trabalho como garantia de acesso aos arquivos referentes ao período da ditadura.
Na relação de desaparecidos estão o líder do Partido Socialista, Marcelo Quiroga Santa Cruz, e o dirigente sindical Carlos Flores Bedregal. De acordo com informações não oficiais, ambos teriam sido mortos em julho de 1980. Na época, o presidente boliviano era o general Luis García Mesa, que liderou um golpe de Estado para evitar a eleição de Hernán Suazo.
Atualmente o governo Morales desconhece detalhes do que contém o arquivo militar relativo à ditadura. De acordo com Saavedra, foram cumpridos os requisitos definidos pela Lei Orgânica das Forças Armadas para ter acesso às informações. Segundo ele, os recursos financeiros para o processo também estão assegurados.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Morales diz que vitória o obriga a acelerar processo de mudança na Bolívia
* EFE
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http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2009/12/07/ult1808u150194.jhtm
domingo, 6 de dezembro de 2009
Com forte apoio popular, Morales mantém a Bolívia no rumo da transformação
Simon Romero e Andres Schipani
Em La Paz (Bolívia)
Apesar das frases e pôsteres de Che Guevara, isto aqui não é a Havana de 1969, nem a Manágua de 1979. Em vez disso, o fervor nos escritórios do Vice-Ministério de Descolonização só poderia ser sentido na Bolívia do presidente Evo Morales, que parece rumar tranquilamente para uma vitória eleitoral neste domingo.
Os dizeres nas paredes daqui estão em duas línguas indígenas - quéchua e aimará - sinais inconfundíveis do movimento político que abalou as instituições deste empobrecido país.
"Jisk'a Achasiw Tuq Saykat Taqi Jach'a P'iqincha", diz a saudação no escritório de Monica Rey, que explica que este é o nome, em aimará, da nova unidade que ela chefia, o Diretorado para a Luta Contra o Racismo.
"Estamos no processo de conquistar as mentes de nosso país, e ainda mais desafiador que isso, os seus medos", disse Rey, listando uma variedade de novos projetos, incluindo a troca dos retratos nas cédulas do país. Saem os homens brancos que por muito tempo governaram o país, e entram heróis indígenas como Tupac Katari e Bartolina Sisa, líderes de uma revolta contra o domínio espanhol no século 18.
Evo Morales, presidente da Bolívia
* Aizar Raldes/AFP
Com uma oposição bastante enfraquecida e sua conexão visceral com a maioria indígena - que corresponde a mais de 60% da população - pode-se dizer que Morales, 50, é o líder mais forte que o país tem em décadas.
Este ano, ele venceu facilmente uma reforma constitucional que o permitiu concorrer a outro mandato de cinco anos. Agora, enquanto os bolivianos se preparam para votar neste domingo, as pesquisas mostram que ele e seus aliados estão bem na frente. Morales tem a seu alcance sólidas maiorias legislativas que o permitiram moldar ainda mais o país na qualidade de presidente indígena aimará.
Mas esta mesma liderença rendeu a Morales alguns rivais que não esperava, além da oposição que ele enfrenta por parte das elites tradicionais nas planícies rebeldes do leste. A ampliação de sua influência também é sentida como opressiva por uma variedade de políticos indígenas que lutam para sair de sua sombra.
"Este governo exite para gastar dinheiro nas campanhas de Evo às custas de todos nós", disse Felipe Quispe, 67, índio aimará que entrou na política depois de liderar uma guerrilha nos anos 80 e ser preso nos 90. "Evo é um índio vestido com roupas elegantes, cercado por homens brancos e mestiços."
O icônico Quispe, que comanda um partido radical com uma pequena porcentagem de eleitores, disse que os aimará, que são cerca de um quarto da população de 9,8 milhões da Bolívia, deveriam rejeitar a própria ideia de Bolívia e formar uma terra natal com o povo que fala a língua aimará nos altiplanos do Peru. "Precisamos nos desbolivianizar", disse ele.
Ricardo Calla, antropólogo e ministro de assuntos indígenas em um governo anterior, disse que da mesma forma que Quispe ficou à esquerda do presidente, outros políticos indígenas emergiram em todo o campo ideológico, sugerindo uma classe política mais variada do que a apresentada pela mídia estatal daqui.
No centro, por exemplo, está Savina Cuellar, governadora de uma província no sul da Bolívia. À direita está Vyctor Hugo Cardenas, ex-vice-presidente cuja casa foi atacada por um grupo pró-Morales este ano. Mais à direita ainda, está Fernando Untoja, um intelectual aimará que concorre ao Congresso na coligação de Mandred Reyes Villa, um ex-capitão do exército que está em segundo lugar, bem distante de Morales.
"O próprio Evo", disse o antropólogo Calla, "poderia ser considerado como esquerda autoritária". Contribuindo para essa classificação, ele argumentou, está a resistência de Morales em cooperar com outros partidos, ameaças de prender oponentes e o elogio à sua administração numa propaganda paga pelo governo. Calla chamou a ostentação do governo quanto às conquistas de Morales de "um culto de personalidade" em formação.
O "Cambio", um jornal diário controlado pelo Estado criado por Morales este ano e semelhante ao Granma de Cuba, oferece um exemplo desse exibicionismo. Sua principal matéria do último domingo descrevia a localidade de Puerto Evo Morales, um assentamento pioneiro no norte. Um encarte de história em quadrinhos, "Evo: Do Povo Para o Povo", contava como Morales saiu da pobreza.
Há motivos concretos para a popularidade de Morales. O principal pode ser o crescimento sustentado da economia da Bolívia, que conseguiu aplausos dos economistas, impressionados com seu acúmulo de mais de US$ 7 bilhões (US$ 12 bilhões) de reservas em moeda, mesmo embora o país continue sofrendo com níveis persistentes de pobreza extrema.
Apesar da crise financeira e de uma queda nos rendimentos com a exportação de gás natural, estima-se que a economia da Bolívia tenha crescido até 4% este ano, uma das maiores taxas da região, ajudada pelo estímulo aos programas de bem-estar para crianças, mulheres grávidas e idosos.
"Até o FMI está feliz com a economia da Bolívia; imagine a ironia disso", disse Gonzalo Chavez, um economista boliviano formado em Harvard, referindo-se à crítica frequente de Morales sobre as instituições multilaterais de Washington, como o Fundo Monetário Internacional.
Ainda assim, a tensa relação diplomática entre Washington e Morales é uma das piores no hemisfério, mesmo com a chegada do governo Obama. A embaixada dos EUA aqui continua sem embaixador desde a expulsão de Philip S. Goldberg no ano passado, e operações antidrogas conjuntas foram interrompidas depois que Morales acusou o Departamento Antidrogas de espioná-lo.
Esta semana, ele deu uma entrevista coletiva para jornalistas estrangeiros na qual passou a maior parte do tempo criticando o acordo militar do governo Obama com a Colômbia e o apoio dos EUA à eleição presidencial em Honduras. E ele pareceu cético quanto à uma reconciliação, dizendo que um encontro com o presidente Barack Obama seria "desejável mas não decisivo".
A influência de Morales sobre a sociedade é evidente na cidade de Warisata, onde outro projeto, a Universidade Indígena Tupac Katari, estende-se entre os altiplanos do país.
O campus, com uma visão estonteante do pico Illampu, com seu cume nevado, enfatiza a instrução em aimará e ecoa os sentimentos do partido de Morales, o Movimento para o Socialismo. Colado numa porta, um informe diz que alunos e funcionários são obrigados a comparecer a um curso intensivo sobre o "Capital" de Karl Marx; sanções ameaçam aqueles que não comparecerem.
"O que a invasão europeia e o sistema colonial nos trouxe?", perguntou David Quispe, 37, que ministra um curso sobre a visão de mundo andina.
"A exploração capitalista e racista!", um grupo de alunos respondeu em uníssono, segurando o livro "Indian Thesis" de Fausto Reinaga.
"Aqui os jovens índios estão acostumados a ficarem quietos", disse Quispe depois da aula. "Esse é o momento de eles começarem a falar."
Tradução: Eloise De Vylder
